Questão da CESGRANRIO - PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS 2005
No preparo mecânico e químico de canais radiculares, um dos
benefícios da irrigação com o ácido etilenodiaminotetracético
(EDTA) é:
(A) dissolver o esmalte durante o acesso.
(B) vedar o ápice radicular.
(C) lubrificar os canais radiculares.
(D) facilitar a localização dos canais radiculares.
(E) remover a lama dentinária (smear layer).
Resposta comentada:
Vamos ver quais são as características do EDTA para responder essa pergunta.
O EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) apresenta propriedades como: ação descalcificante, capacidade de remoção de matéria inorgânica (smear layer), aumento da permeabilidade dentinária, abertura dos túbulos dentinários.
Sua utilização se dá como irrigação, na remoção da matéria inorgânica e abertura de túbulos, ou para instrumentação, em casos de canais com dentina muito calcificada, devido a sua ação quelante.
Sem mais delongas...Está na cara a resposta. Letra E. Lembrem, amigos. Essa questão é altamente batida em concursos. Falou em "EDTA", sempre as palavras "quelante" e "remoção de smear layer" vão estar presentes.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/EDTA
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Para que serve a broca Gates-Glidden?
Questão da CESGRANRIO - PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS 2005
Em qual fase do tratamento endodôntico é normalmente
utilizada a Broca de Gates-Glidden?
(A) Acesso à cavidade pulpar.
(B) Alargamento da porção cervical do canal.
(C) Instrumentação apical.
(D) Recuo escalonado.
(E) Obturação.
Resposta comentada:
Vamos a uma pequena revisão sobre esse instrumento.
A broca Gates- Glidden é um instrumento bastante utilizado pelos endodontistas no preparo mecânico dos condutos radiculares.
Ela possui uma ponta ativa em forma de chama, com diâmetros variáveis.
N.1 = 0,50mm
N.2 = 0,70mm
N.3 = 0,90mm
N.4 = 1,10mm
N.5 = 1,30mm
N.6 = 1,50mm
Note que a diferença é de 0,20mm para cada número. Então basta decorar o N.1 (0,40) e essa variável (0,20) que saberemos todos os outros.
Sua indicação é o alargamento da porção médio e cervical dos condutos.
Com essa revisão, seu amigo Dr. Claudio Gaspari já te deu a resposta: Letra B!
Bibliografia:
http://www.forp.usp.br/restauradora/endodontia/temas/instrumental/instrumental_motor.html
Em qual fase do tratamento endodôntico é normalmente
utilizada a Broca de Gates-Glidden?
(A) Acesso à cavidade pulpar.
(B) Alargamento da porção cervical do canal.
(C) Instrumentação apical.
(D) Recuo escalonado.
(E) Obturação.
Resposta comentada:
Vamos a uma pequena revisão sobre esse instrumento.
A broca Gates- Glidden é um instrumento bastante utilizado pelos endodontistas no preparo mecânico dos condutos radiculares.
Ela possui uma ponta ativa em forma de chama, com diâmetros variáveis.
N.1 = 0,50mm
N.2 = 0,70mm
N.3 = 0,90mm
N.4 = 1,10mm
N.5 = 1,30mm
N.6 = 1,50mm
Note que a diferença é de 0,20mm para cada número. Então basta decorar o N.1 (0,40) e essa variável (0,20) que saberemos todos os outros.
Sua indicação é o alargamento da porção médio e cervical dos condutos.
Com essa revisão, seu amigo Dr. Claudio Gaspari já te deu a resposta: Letra B!
Bibliografia:
http://www.forp.usp.br/restauradora/endodontia/temas/instrumental/instrumental_motor.html
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Endodontia
sábado, 20 de novembro de 2010
Diagnóstico de pulpite!
Questão da NE consultoria - Prefeitura Municipal dos Palmares 2007
Resposta Comentada:
Já vi essa mesma questão em uns 4 ou 5 concursos diferentes. Então vamos conhecê-la bem.
Basicamente temos que ter um conhecimento de diagnóstico, especificamente a diferenças entre as Pulpites, já que todas as alternativas são deste tipo. Então vamos lá!
As Pulpites são basicamente processos inflamatórios da polpa vital. Importante deixar claro que elas não são doenças diferentes e sim diferentes estágios evolutivos da mesma doença.
O mais brando se chama Hiperemia ( Pulpite focal reversível). Nesse caso a polpa reage a um agente agressor aumentando a corrente sanguínea na região. A inflamação é pequena, a polpa aumenta de volume no confinado espaço da câmara pulpar e causa dor. Se o estímulo agressor cessar, a condição retorna a normalidade sem deixar sequelas. Ou seja, é um quadro reversível.
Se o estímulo agressor não cessa, a condição já se agrava para uma inflamação mais intensa, e irreversível. A fase intermediária entre os processos reversíveis e irreversíveis, pode ser chamada de Pulpite de transição, pois exibe características dos dois tipos.
Entrando no quadro irreversível, ela pode ser de dois tipos: Aguda ou crônica.
Pulpite Aguda: Neste caso a polpa não possui contato com o meio exterior. Assim a pressão interna, causada pelos exsudatos provenientes da inflamação, causa uma dor forte no paciente que não é resolvida com analgésicos (apenas abrandada). A morte pulpar ocorre com maior rapidez.
Pulpite crônica: Neste caso existe contato da polpa com o meio exterior. É uma forma de pulpite assintomática, pois como não existe confinamento, os exsudatos da inflamação são drenados para o meio bucal e não comprime a polpa. O processo de mortificação acontece mais lentamente. Pode ser subdivida em dois tipos.
1) Pulpite crônica ulcerativa: Neste caso a polpa exposta no meio bucal é acometida por uma úlcera de aspecto granuloso com fácil sangramento. Abaixo da úlcera temos uma barreira leucocitária e, mais abaixo, tecido com aspecto de normalidade.
2) Pulpite crônica hiperplásica: Acomete com maior frequência molares jovens com grande exposição da câmara pulpar. A polpa dental fica hiperplasiada e apresenta aspecto de pólipo de cor avermelhada. Também apresenta fácil sangramento.
Pronto. Com essa revisão, vamos tentar responder. O enunciado diz que existe exposição da câmara pulpar. Aí já eliminamos a alternativa C, pois não pode ser um quadro reversível. Sendo assim é irreversível e a letra C está correta.
Mas se você marcar essa, vai perder o ponto. Estamos numa daquelas questões onde é necessário marcar a "mais correta". A letra C está certa, mas não é a mais específica.
O enunciado diz que não dói mesmo ao toque, embora sangre facilmente. Esse quadro é compatível com a letra A e B. Como ele não dá mais descrições e nós não podemos ver o dente para ver a cara da polpa, temos que nos basear nos outros detalhes.
O Paciente é jovem e o dente acometido é um molar. E como vimos na nossa revisão, a Pulpite crônica hiperplásica é mais frequente nesse tipo de caso. Sendo assim a resposta mais correta é a letra A.
Na minha humilde opinião essa questão caberia recurso, pois várias alternativas estão compatíveis com um possível diagnóstico. Mas ela é importante para que a gente revise o assunto!
DICA: "Urgências em Endodontia" Manoel Eduardo de Lima Machado
Bibliografia:
www.forp.usp.br/restauradora/polpa.htm
Pergunta: Paciente jovem, com 12 anos, apresenta uma cárie profunda com exposição da câmara pulpar no elemento 26. O processo não dói, mesmo ao toque, embora sangre facilmente. O provável diagnóstico é:
a) pulpite crônica hiperplásica
b) pulpite crônica ulcerativa
c) pulpite reversível
d) pulpite irreversível
e) pulpite de transiçãoResposta Comentada:
Já vi essa mesma questão em uns 4 ou 5 concursos diferentes. Então vamos conhecê-la bem.
Basicamente temos que ter um conhecimento de diagnóstico, especificamente a diferenças entre as Pulpites, já que todas as alternativas são deste tipo. Então vamos lá!
As Pulpites são basicamente processos inflamatórios da polpa vital. Importante deixar claro que elas não são doenças diferentes e sim diferentes estágios evolutivos da mesma doença.
O mais brando se chama Hiperemia ( Pulpite focal reversível). Nesse caso a polpa reage a um agente agressor aumentando a corrente sanguínea na região. A inflamação é pequena, a polpa aumenta de volume no confinado espaço da câmara pulpar e causa dor. Se o estímulo agressor cessar, a condição retorna a normalidade sem deixar sequelas. Ou seja, é um quadro reversível.
Se o estímulo agressor não cessa, a condição já se agrava para uma inflamação mais intensa, e irreversível. A fase intermediária entre os processos reversíveis e irreversíveis, pode ser chamada de Pulpite de transição, pois exibe características dos dois tipos.
Entrando no quadro irreversível, ela pode ser de dois tipos: Aguda ou crônica.
Pulpite Aguda: Neste caso a polpa não possui contato com o meio exterior. Assim a pressão interna, causada pelos exsudatos provenientes da inflamação, causa uma dor forte no paciente que não é resolvida com analgésicos (apenas abrandada). A morte pulpar ocorre com maior rapidez.
Pulpite crônica: Neste caso existe contato da polpa com o meio exterior. É uma forma de pulpite assintomática, pois como não existe confinamento, os exsudatos da inflamação são drenados para o meio bucal e não comprime a polpa. O processo de mortificação acontece mais lentamente. Pode ser subdivida em dois tipos.
1) Pulpite crônica ulcerativa: Neste caso a polpa exposta no meio bucal é acometida por uma úlcera de aspecto granuloso com fácil sangramento. Abaixo da úlcera temos uma barreira leucocitária e, mais abaixo, tecido com aspecto de normalidade.
2) Pulpite crônica hiperplásica: Acomete com maior frequência molares jovens com grande exposição da câmara pulpar. A polpa dental fica hiperplasiada e apresenta aspecto de pólipo de cor avermelhada. Também apresenta fácil sangramento.
Pronto. Com essa revisão, vamos tentar responder. O enunciado diz que existe exposição da câmara pulpar. Aí já eliminamos a alternativa C, pois não pode ser um quadro reversível. Sendo assim é irreversível e a letra C está correta.
Mas se você marcar essa, vai perder o ponto. Estamos numa daquelas questões onde é necessário marcar a "mais correta". A letra C está certa, mas não é a mais específica.
O enunciado diz que não dói mesmo ao toque, embora sangre facilmente. Esse quadro é compatível com a letra A e B. Como ele não dá mais descrições e nós não podemos ver o dente para ver a cara da polpa, temos que nos basear nos outros detalhes.
O Paciente é jovem e o dente acometido é um molar. E como vimos na nossa revisão, a Pulpite crônica hiperplásica é mais frequente nesse tipo de caso. Sendo assim a resposta mais correta é a letra A.
Na minha humilde opinião essa questão caberia recurso, pois várias alternativas estão compatíveis com um possível diagnóstico. Mas ela é importante para que a gente revise o assunto!
DICA: "Urgências em Endodontia" Manoel Eduardo de Lima Machado
Bibliografia:
www.forp.usp.br/restauradora/polpa.htm
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Diagnóstico Oral,
Endodontia
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Sobre endodontia de dentes decíduos...
Questão da Cesgranrio - Petrobrás 2008
Pergunta: Com relação ao tratamento endodôntico de dentes decíduos, é correto afirmar que
a) brocas Largo para a limpeza e modelação dos canais radiculares são as mais indicadas.
b) condutos radiculares destes dentes devem ser selados com guta-percha plastificada.
c) pastas obturadoras com formocresol devem ser usadas em dentes com polpa não vital.
d) dentes tratados endodonticamente devem receber restaurações provisórias por, no mínimo, três anos.
e) pasta KRI apresenta como componente o iodofórmio e tem alta taxa de reabsorção, em sincronia com a raiz decídua.
Resposta Comentada:
Vamos comentar cada alternativa. A primeira trata das brocas de largo. Essas são usadas com o objetivo de melhorar o afunilamento do canal após a intrumentação ou para desobstruir parte da guta-percha durante o preparo para pino intracanal. Ela deve ser usada exclusivamente em dentes permanentes. Ou seja, nada de Largo em decíduos.
A segunda alternativa erra por causa do "deve". A guta percha não é um material usado em obturações de canais de decíduos. Lembrem: As raizes das unidades decíduas vão se reabsorver com o tempo. Mesmo que o dentista conseguisse travar o cone, a guta-percha não acompanharia essa reabsorção e ficaria totalmente aquem do ápice. O uso da guta como selador é usado apenas em casos de unidades decíduas que necessitam pinos intracanais como reforço de reconstruções. E mesmo assim, a endodontia é feita com pastas obturadoras convencionais para decíduos, como a Guedes-Pinto por exemplo. A Guta, quando usada, selaria o terço cervical. Ou seja...A guta não "deve"... ela "pode" ser usada como selador.
Vamos para a próxima. O Formocresol é uma mistura de formol e cresóis (como o próprio nome diz) e possui ação fixadora da polpa vital. Assim é usada com mais frequência em casos de pulpotomia. Existem pastas obturadoras contendo formocresol na fórmula, mas também apenas em casos de endodontia de decíduo com polpa viva.
Vamos para a letra D. Essa é tão esdrúxula que a gente elimina em menos de um segundo. Manter uma restauração provisória por 3 longos anos? As vezes obturações definitivas não duram isso com pacientes "porcões", imagine uma restauração provisória!!!
A letra E fala da pasta KRI, usada em obturações de decíduos. Essa pasta contém na sua fórmula o iodofórmio (além de PMCC e mentol).Uma boa característica é a rápida dissolução, inclusive quando estravasa. Assim acompanha a reabsorção radicular. Questão verdadeira!!!
Bibliografia:
http://www.forp.usp.br/restauradora/endodontia/temas/instrumental/instrumental_motor.html
http://redalyc.uaemex.mx/pdf/929/92960110.pdf
http://www.maquira.com.br/ver_produto.php?id=23
Pergunta: Com relação ao tratamento endodôntico de dentes decíduos, é correto afirmar que
a) brocas Largo para a limpeza e modelação dos canais radiculares são as mais indicadas.
b) condutos radiculares destes dentes devem ser selados com guta-percha plastificada.
c) pastas obturadoras com formocresol devem ser usadas em dentes com polpa não vital.
d) dentes tratados endodonticamente devem receber restaurações provisórias por, no mínimo, três anos.
e) pasta KRI apresenta como componente o iodofórmio e tem alta taxa de reabsorção, em sincronia com a raiz decídua.
Resposta Comentada:
Vamos comentar cada alternativa. A primeira trata das brocas de largo. Essas são usadas com o objetivo de melhorar o afunilamento do canal após a intrumentação ou para desobstruir parte da guta-percha durante o preparo para pino intracanal. Ela deve ser usada exclusivamente em dentes permanentes. Ou seja, nada de Largo em decíduos.
| Brocas Largo |
Vamos para a próxima. O Formocresol é uma mistura de formol e cresóis (como o próprio nome diz) e possui ação fixadora da polpa vital. Assim é usada com mais frequência em casos de pulpotomia. Existem pastas obturadoras contendo formocresol na fórmula, mas também apenas em casos de endodontia de decíduo com polpa viva.
Vamos para a letra D. Essa é tão esdrúxula que a gente elimina em menos de um segundo. Manter uma restauração provisória por 3 longos anos? As vezes obturações definitivas não duram isso com pacientes "porcões", imagine uma restauração provisória!!!
A letra E fala da pasta KRI, usada em obturações de decíduos. Essa pasta contém na sua fórmula o iodofórmio (além de PMCC e mentol).Uma boa característica é a rápida dissolução, inclusive quando estravasa. Assim acompanha a reabsorção radicular. Questão verdadeira!!!
Bibliografia:
http://www.forp.usp.br/restauradora/endodontia/temas/instrumental/instrumental_motor.html
http://redalyc.uaemex.mx/pdf/929/92960110.pdf
http://www.maquira.com.br/ver_produto.php?id=23
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Endodontia,
Odontopediatria
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Qual o tratamento conservador para escurecimento dental com tratamento endodôntico satisfatório?
Questão da Fundação Carlos Chagas - TRT 2003
Pergunta:Paciente do sexo feminino, 25 anos de idade, apresenta
queixa de escurecimento do dente 11 há aproximadamente
1 ano. Clinicamente observa-se apenas uma
restauração satisfatória de resina composta na face
palatina. O exame radiográfico mostra tratamento
endodôntico satisfatório e material obturador atingindo a
câmara pulpar. A possível causa do escurecimento e o
tratamento conservador para recuperar a cor deste dente
são, respectivamente,
(A) tratamento endodôntico e faceta de porcelana.
(B) material na câmara pulpar e faceta de porcelana.
(C) material na câmara pulpar e faceta de resina
composta.
(D)material na câmara pulpar e clareamento.
(E) tratamento endodôntico e clareamento mediato.
Resposta Comentada:
E aí, Dr. Claudio Gaspari? Como respondemos essa? Primeiro vamos analisar o caso com cuidado. Unidade com coroa escurecida, tratamento endodôntico satisfatório, restauração satisfatória clinicamente, mas com preenchimento de material obturador na câmara pulpar.
Primeiro vamos tentar descobrir o que provavelmente causou o escurecimento. Quais são as causas mais comuns de escurecimento dental pós tratamento endodôntico?
Hemorragia dental: Você fez o acesso de um dente bio e, após pulpectomia, não conseguiu controlar bem o sangramento. Preferiu selar o dente provisoriamente e continuar o tratamento em uma sessão seguinte. Sabemos que a hemoglobina contém ferro em sua constituição. Este, após degradação da célula da hemoglobina, passa por processos químicos formando sulfeto ferroso que pode penetrar nos túbulos dentinários, oxidando e manchando a dentina. Literalmente "enferrujando" o dente.
Necrose pulpar: Durante a decomposição da polpa, vários pigmentos são liberados, penetrando nos túbulos dentários e manchando a unidade. Quanto mais tempo, mais escurecido fica.
Abertura da câmara pulpar insuficiente: Você fez o acesso para a endodontia, mas acabou deixando parte do teto da câmara pulpar. Esse descuido faz com que materiais (resto de tecido pulpar, sangue...) se acumulem, por retenção, nesses espaços causando manchamento.
Material obturador na câmara pulpar: Estamos nos referindo ao material da obturação do conduto (cimento endodôntico, guta percha...) e não necessariamente a material de dentística obturadora (resina). Se bem que o amálgama também pode manchar quando íons metálicos penatram nos túbulos. O material endodôntico, quando não removido da câmara pulpar, pode penetrar nos túbulos, manchando a unidade. Principalmente quando associados a iodofórmio ou prata.
Agora que já discutimos isso, vamos para a primeira pergunta: Qual a causa do escurecimento na questão? Ora, pela descrição do caso, observamos que a causa próvável é o material obturador na câmara pulpar. Novamente é bom frizar que ele se refere ao material obturador endodôntico e não ao material obturador de dentística, pois deixa claro que a resina está satisfatória (e resinas não costumam ser causas frequentes de manchamento).
Assim ficamos com as letras B,C e D, eliminando as A e E, pois essas últimas fazem referência ao tratamento endodôntico em sí e não ao específico "acúmulo do material obturador na câmara".
Em seguida temos que optar por um tratamento para resolver o problema do manchamento. As opções que temos nas alternativas são "faceta de porcelana", "faceta de resina composta", "clareamento" e "clareamento mediato". Todas elas são possibilidades de tratamentos estéticos.
Só que o enunciado especifica: "tratamento conservador". Para realizar facetas, sejam de porcelana ou resina composta, devemos realizar desgastes na face vestibular da unidade , removendo tecido dentário muitas vezes sadio. Já os clareamentos, sejam mediatos (quando o material clareador fica na câmara pulpar entre as sessões) ou imediatos (o material clareador só fica na câmara pulpar durante a sessão), são mais conservadores pois não exigem remoção de tecido dentário.
Tendo essas informações, a resposta só pode ser letra D.
Bibliografia:
http://www.dentalreview.com.br/nova/dicas.php?news_id=18&acao=ler
http://www.patologiaoral.com.br/endo/clareamento.htm
Resposta Comentada:
E aí, Dr. Claudio Gaspari? Como respondemos essa? Primeiro vamos analisar o caso com cuidado. Unidade com coroa escurecida, tratamento endodôntico satisfatório, restauração satisfatória clinicamente, mas com preenchimento de material obturador na câmara pulpar.
Primeiro vamos tentar descobrir o que provavelmente causou o escurecimento. Quais são as causas mais comuns de escurecimento dental pós tratamento endodôntico?
Hemorragia dental: Você fez o acesso de um dente bio e, após pulpectomia, não conseguiu controlar bem o sangramento. Preferiu selar o dente provisoriamente e continuar o tratamento em uma sessão seguinte. Sabemos que a hemoglobina contém ferro em sua constituição. Este, após degradação da célula da hemoglobina, passa por processos químicos formando sulfeto ferroso que pode penetrar nos túbulos dentinários, oxidando e manchando a dentina. Literalmente "enferrujando" o dente.
Necrose pulpar: Durante a decomposição da polpa, vários pigmentos são liberados, penetrando nos túbulos dentários e manchando a unidade. Quanto mais tempo, mais escurecido fica.
Abertura da câmara pulpar insuficiente: Você fez o acesso para a endodontia, mas acabou deixando parte do teto da câmara pulpar. Esse descuido faz com que materiais (resto de tecido pulpar, sangue...) se acumulem, por retenção, nesses espaços causando manchamento.
Material obturador na câmara pulpar: Estamos nos referindo ao material da obturação do conduto (cimento endodôntico, guta percha...) e não necessariamente a material de dentística obturadora (resina). Se bem que o amálgama também pode manchar quando íons metálicos penatram nos túbulos. O material endodôntico, quando não removido da câmara pulpar, pode penetrar nos túbulos, manchando a unidade. Principalmente quando associados a iodofórmio ou prata.
Agora que já discutimos isso, vamos para a primeira pergunta: Qual a causa do escurecimento na questão? Ora, pela descrição do caso, observamos que a causa próvável é o material obturador na câmara pulpar. Novamente é bom frizar que ele se refere ao material obturador endodôntico e não ao material obturador de dentística, pois deixa claro que a resina está satisfatória (e resinas não costumam ser causas frequentes de manchamento).
Assim ficamos com as letras B,C e D, eliminando as A e E, pois essas últimas fazem referência ao tratamento endodôntico em sí e não ao específico "acúmulo do material obturador na câmara".
Em seguida temos que optar por um tratamento para resolver o problema do manchamento. As opções que temos nas alternativas são "faceta de porcelana", "faceta de resina composta", "clareamento" e "clareamento mediato". Todas elas são possibilidades de tratamentos estéticos.
Só que o enunciado especifica: "tratamento conservador". Para realizar facetas, sejam de porcelana ou resina composta, devemos realizar desgastes na face vestibular da unidade , removendo tecido dentário muitas vezes sadio. Já os clareamentos, sejam mediatos (quando o material clareador fica na câmara pulpar entre as sessões) ou imediatos (o material clareador só fica na câmara pulpar durante a sessão), são mais conservadores pois não exigem remoção de tecido dentário.
Tendo essas informações, a resposta só pode ser letra D.
Bibliografia:
http://www.dentalreview.com.br/nova/dicas.php?news_id=18&acao=ler
http://www.patologiaoral.com.br/endo/clareamento.htm
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Endodontia,
Estética
domingo, 24 de outubro de 2010
Formatos de acesso endodôntico em dentes com coroa hígida
Questão da Cesgranrio - Petrobrás 2008
Pergunta: Qual a forma ideal de um acesso coronário para tratamento endodôntico de um canino inferior com a coroa hígida, segundo S. Cohen?
a) Oval.
b) Retangular.
c) Trapezoidal.
d) Triangular com a base voltada para cervical.
e) Triangular com a base voltada para incisal.
Resposta Comentada:
Outra questão bastante repetida em concursos e relativamente fácil. Daquelas que você nem precisa pensar muito. Então vamos para os comentários.
A abertura coronária tende a seguir o formato anatômico da câmara pulpar com um pouco de divergência devido ao desgaste compensatório. Sendo assim uma rápida revisão de anatomia resolve nosso problema:
Existe uma variação a depender da idade do paciente, pois a câmara pulpar tende a reduzir seu volume com o tempo, e quantidade de condutos.
Incisivo Jovem: Triangular com base voltada para incisal
Incisivo Adulto: Ovóide
Canino Jovem: Losangular
Canino Adulto: Ovóide
Pré-Molar: Ovóide com maior extensão no sentido vestibulo-lingual
Molar Superior: Triangular com vértice voltado para a lingual (Se a coroa for muito achatada esse contorno pode ser quase ovalado)
Molar Inferior: Triangular com vértice voltado para a distal (Se apresentar quatro condutos a forma fica trapezoidal com base maior voltada para mesial)
Sendo assim a resposta correta é letra A.
Bibliografia:
COHEN. S.,BURNS,R.C.Pathways of the pulp. 5.ed.p.367-71.St.Louis:Mosby,1991.804p.
Pergunta: Qual a forma ideal de um acesso coronário para tratamento endodôntico de um canino inferior com a coroa hígida, segundo S. Cohen?
a) Oval.
b) Retangular.
c) Trapezoidal.
d) Triangular com a base voltada para cervical.
e) Triangular com a base voltada para incisal.
Resposta Comentada:
Outra questão bastante repetida em concursos e relativamente fácil. Daquelas que você nem precisa pensar muito. Então vamos para os comentários.
A abertura coronária tende a seguir o formato anatômico da câmara pulpar com um pouco de divergência devido ao desgaste compensatório. Sendo assim uma rápida revisão de anatomia resolve nosso problema:
Existe uma variação a depender da idade do paciente, pois a câmara pulpar tende a reduzir seu volume com o tempo, e quantidade de condutos.
Incisivo Jovem: Triangular com base voltada para incisal
| triangular |
Incisivo Adulto: Ovóide
Canino Jovem: Losangular
Canino Adulto: Ovóide
| ovóide |
Pré-Molar: Ovóide com maior extensão no sentido vestibulo-lingual
| ovóide |
Molar Superior: Triangular com vértice voltado para a lingual (Se a coroa for muito achatada esse contorno pode ser quase ovalado)
Molar Inferior: Triangular com vértice voltado para a distal (Se apresentar quatro condutos a forma fica trapezoidal com base maior voltada para mesial)
| trapezoidal |
Sendo assim a resposta correta é letra A.
Bibliografia:
COHEN. S.,BURNS,R.C.Pathways of the pulp. 5.ed.p.367-71.St.Louis:Mosby,1991.804p.
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Endodontia
sábado, 23 de outubro de 2010
Qual solvente remove a guta-percha mais facilmente no retratamento endodôntico?
Questão da Cesgranrio - Petrobrás 2008
Pergunta: Segundo S. Cohen, no retratamento endodôntico, a remoção da guta-percha para se obter acesso à área apical, através de solventes, é obtida mais facilmente com:
a) xilitol.
b) EDTA.
c) halotano.
d) clorofórmio.
e) formocresol.
Resposta comentada:
Questão batida em concursos. Vamos saber para que serve cada uma dessas substâncias:
Xilitol: É um adoçante natural encontrado em vegetais. Tem o poder de inibir o crescimento de streptococus mutans, sendo auxiliar no combate das cáries. Legal, mas nada a ver com a pergunta. Na verdade foi uma pegadinha, pois existe uma substância com nome parecido que pode ser usado como solvente. O Xilol.
EDTA: Substância muito usada na endodontia por sua ação quelante. Retira íons cálcio facilitando enormemente a desobstrução de canais atrésicos e remoção da lama dentinária. Um espetáculo para a instrumentação, mas nada a ver com a remoção da guta-percha.
Halotano: Substância usada como anestésico inalador, ainda pouco usado pelos cirurgiões dentistas do Brasil. Ou seja, menos uma!
Clorofórmio: Solvente químico (opa!) bastante usado no passado para retratamentos pelo seu alto poder de dissolução da guta-percha. Hoje é pouco usado, pois possui cheiro forte e pode causar varias reações no organismo por inalação. Uma pena, pois ele é o solvente mais potente para o caso, agindo mais rápido que o xilol, turpentina, óleo de laranja e eucaliptol. Essa é a nossa resposta: letra D
Formocresol: Essa substância possui ação antimicrobiana e poder de fixar a polpa dental, sendo muito usada em terapias endodonticas de unidades decíduas. Totalmente distante da questão apresentada.
Bibliografia:
Pécora, JD "et alii". Estudo "in vitro" sobre o amolecimento de cones de guta percha no re-tratamento endodontico. Brazilian dental journal, 4(1): 43-47 Jan./Jul., 1993.
Pergunta: Segundo S. Cohen, no retratamento endodôntico, a remoção da guta-percha para se obter acesso à área apical, através de solventes, é obtida mais facilmente com:
a) xilitol.
b) EDTA.
c) halotano.
d) clorofórmio.
e) formocresol.
Resposta comentada:
Questão batida em concursos. Vamos saber para que serve cada uma dessas substâncias:
Xilitol: É um adoçante natural encontrado em vegetais. Tem o poder de inibir o crescimento de streptococus mutans, sendo auxiliar no combate das cáries. Legal, mas nada a ver com a pergunta. Na verdade foi uma pegadinha, pois existe uma substância com nome parecido que pode ser usado como solvente. O Xilol.
EDTA: Substância muito usada na endodontia por sua ação quelante. Retira íons cálcio facilitando enormemente a desobstrução de canais atrésicos e remoção da lama dentinária. Um espetáculo para a instrumentação, mas nada a ver com a remoção da guta-percha.
Halotano: Substância usada como anestésico inalador, ainda pouco usado pelos cirurgiões dentistas do Brasil. Ou seja, menos uma!
Clorofórmio: Solvente químico (opa!) bastante usado no passado para retratamentos pelo seu alto poder de dissolução da guta-percha. Hoje é pouco usado, pois possui cheiro forte e pode causar varias reações no organismo por inalação. Uma pena, pois ele é o solvente mais potente para o caso, agindo mais rápido que o xilol, turpentina, óleo de laranja e eucaliptol. Essa é a nossa resposta: letra D
Formocresol: Essa substância possui ação antimicrobiana e poder de fixar a polpa dental, sendo muito usada em terapias endodonticas de unidades decíduas. Totalmente distante da questão apresentada.
Bibliografia:
Pécora, JD "et alii". Estudo "in vitro" sobre o amolecimento de cones de guta percha no re-tratamento endodontico. Brazilian dental journal, 4(1): 43-47 Jan./Jul., 1993.
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Endodontia
Qual a dose máxima de Lidocaína 2% sem vasoconstrictor?
Questão da VUNESP - Prefeitura Municipal de Louveira 2007
Resposta Comentada:
Questão puramente decoreba cuja resposta sofre algumas variações. A depender de como você aprendeu, vai ter que ir por aproximação. Na bula do LIDOJET, por exemplo, temos que a dose máxima para um adulto saudável é de 4,5mg/Kg com um limite de 300 mg. Já Correa, 1998, nos informa que a dose seria de 4,4 mg/Kg, também com limite de 300 mg. Eu já vi questões de prova elevando esse valor até para 5mg/Kg. Sendo assim, por aproximação, a resposta seria letra C.
É bom deixar claro que estamos falando da substância sem vaso constrictor. Se a questão enfocasse Lidocaína com vaso constrictor, como por exemplo 1:100 000 de epinefrina, o cálculo já muda para 7mg/Kg com limite de 500 mg.
Bibliografia:
CORREA, Ma. S. N. P. Odontopediatria na 1ªinfância. São Paulo, 1998. p. 252.
Pergunta: A lidocaína é um dos anestésicos locais mais utilizados em
endodontia, apresentando boa tolerabilidade e poucos efeitos
colaterais quando administrada em doses adequadas. Assinale
a alternativa que mais se aproxima da dose máxima recomendada
de lidocaína a 2% sem vasoconstritor, a ser administrada
em um adulto saudável.
(A) 2,0 mg/Kg.
(B) 3,3 mg/Kg.
(C) 4,4 mg/Kg.
(D) 6,6 mg/Kg.
(E) 8,0 mg/Kg.Resposta Comentada:
Questão puramente decoreba cuja resposta sofre algumas variações. A depender de como você aprendeu, vai ter que ir por aproximação. Na bula do LIDOJET, por exemplo, temos que a dose máxima para um adulto saudável é de 4,5mg/Kg com um limite de 300 mg. Já Correa, 1998, nos informa que a dose seria de 4,4 mg/Kg, também com limite de 300 mg. Eu já vi questões de prova elevando esse valor até para 5mg/Kg. Sendo assim, por aproximação, a resposta seria letra C.
É bom deixar claro que estamos falando da substância sem vaso constrictor. Se a questão enfocasse Lidocaína com vaso constrictor, como por exemplo 1:100 000 de epinefrina, o cálculo já muda para 7mg/Kg com limite de 500 mg.
Bibliografia:
CORREA, Ma. S. N. P. Odontopediatria na 1ªinfância. São Paulo, 1998. p. 252.
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Anestesiologia,
Endodontia
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